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Emprego industrial aponta recuperação no ABC

A taxa de desemprego cresceu no mês de maio no ABC, ao passar de 12,1%, em abril, para os atuais 12,7%, em um movimento inesperado para o período, já que tradicionalmente a época costuma ser de estabilidade ou contratações. Já a Indústria da Transformação foi responsável por gerar 15 mil postos de trabalho na região, ou 5,1%, fazendo o caminho inverso ao detectado na Região Metropolitana de São Paulo, onde houve queda nas vagas. As informações são da Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese, em parceria com o Consórcio Intermunicipal Grande ABC, e divulgada na sede da entidade regional.

O contingente de desempregados foi estimado em 180 mil pessoas, 10 mil a mais do que no mês anterior. Segundo a pesquisa, este resultado decorreu, exclusivamente, do aumento da População Economicamente Ativa – PEA (entrada de 10 mil pessoas na força de trabalho da região, ou 0,7%). Para o economista da Fundação Seade e coordenador da pesquisa, Alexandre Loloian, “o aumento da taxa de desemprego foi inesperado devido à conjuntura da região. Aparentemente, enquanto o nível de ocupação se manteve estável, mais pessoas entraram no mercado de trabalho em maio”, explicou.

Entre abril e maio, a taxa de desemprego total elevou-se em todos os domínios geográficos para os quais os indicadores da PED são calculados: de 12,7% para 13,5% nos demais municípios da Região Metropolitana, exceto a capital; de 12,4% para 12,9% na RMSP; e de 12,2% para 12,5% no município de São Paulo.

Na Região do ABC, o total de ocupados manteve estabilidade, sendo estimado em 1.238 mil pessoas. De todos os setores observados, a Indústria de Transformação se manteve em crescimento, com a geração dos 15 mil postos de trabalho. Loloian observou que a recuperação da Indústria pode refletir o aumento de exportações da região.

O economista lembrou, ainda, a contribuição do segmento metal-mecânico, que representa 50% da Indústria da Transformação dentro da região, e gerou 5 mil postos de trabalho, ou 3,3%,. No entanto, o fôlego conquistado pela Indústria não foi volumoso a ponto de compensar as reduções registradas em outros setores”, disse, em contraste à eliminação de 12 mil (-1,9%) postos de trabalho nos Serviços, e 4 mil (-1,9%) no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas.

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