Espaço de estudo e pesquisa na Faculdade de Medicina do ABC conta com mais de 450 plantas medicinais em 2.100 m2 de área
Destinada ao ensino e pesquisa de alunos de graduação e pós-graduação, o Horto de Plantas Medicinais da Faculdade de Medicina do ABC completa 10 anos neste 2012 e reúne mais de 450 plantas. São pelo menos 15 espécies vegetais acondicionadas nos 600 m2 cobertos da Casa de Vegetação (estufa) e outras 15 em solo e canteiros que ocupam cerca de 1.500 m2 de área descoberta.O local está sob responsabilidade do curso de Ciências Farmacêuticas da FMABC, que utiliza as instalações para aulas práticas das disciplinas de Farmacobotânica (estudo das plantas medicinais) e Farmacognosia (estudo dos princípios ativos dos vegetais). Além disso, há hoje 4 estudos em andamento, que avaliam a capacidade antioxidante, antibacteriana, citotóxica e cicatrizante das plantas medicinais. “A capacidade oxidante determina o quanto é possível prolongar a vida da célula, ou seja, visa a evitar a morte celular precoce. Quanto maior esse poder oxidante, maiores são os benefícios para o funcionamento do organismo”, explica o professor dos cursos de Ciências Farmacêuticas e Gestão em Saúde Ambiental, Dr. José Armando-Jr., que acrescenta: “Na avaliação citotóxica verificamos se existem componentes tóxicos ao ser humano. Esse trabalho é fundamental, pois muitas vezes identificamos princípios ativos comprovadamente benéficos à saúde, porém a toxicidade impede que sejam ingeridas”, exemplifica o docente, que coordena o Horto de Plantas Medicinais ao lado da professora Andréa de Andrade Ruggiero.
No caso de pesquisas sobre atividades antibacteriana e cicatrizante, a ideia é verificar o potencial de cada espécie nessas áreas e quais as melhores indicações. Entre as espécies cultivadas na Medicina ABC estão o alecrim, a alfazema, a arruda, a camomila e o capim limão.
