Projeto prevê elaboração de planos municipais para Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires, Santo André e São Caetano do Sul
A elaboração, pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de um Plano de Redução de Riscos que funcione integrado nos sete municípios do ABC foi discutida durante a 29ª Reunião Ordinária da Assembléia Geral do Consórcio Intermunicipal Grande ABC. O projeto envolve o mapeamento das áreas de risco das cidades de Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires, Santo André e São Caetano do Sul, uma vez que São Bernardo do Campo, Diadema e Mauá já possuem estudos prontos ou em execução. Dessa forma, as Defesas Civis da região teriam um instrumento sistematizado para atuar de forma integrada na prevenção de desastres naturais.
“O mapeamento permitirá o conhecimento uniforme da situação no ABC”, afirmou o presidente do Consórcio, Adler Teixeira (Kiko), durante encontro que contou com a participação dos prefeitos Mário Reali (Diadema), Oswaldo Dias (Mauá), Clóvis Volpi (Ribeirão Pires) e Luiz Marinho (São Bernardo do Campo). A proposta, que representará investimento de R$ 680 mil em recursos do Consórcio, passará agora por estudos de viabilidade jurídica e financeira. Após contratado, o IPT terá um ano para concluir o trabalho.
Além do mapeamento das áreas de risco, o estudo incluirá concepção de intervenções estruturais para os setores de risco e estimativa de recursos financeiros. Contemplará ainda a análise das áreas de inundação do município de São Caetano, problema que mais afeta este município.
Os dados serão organizados e sistematizados por meio de mapas, plantas e documentação topográfica, por meio do Sistema de Informações Geográficas (SIG), com elaboração de um “zoneamento de risco” nas áreas analisadas para subsidiar o seu gerenciamento por parte das prefeituras. Os resultados serão apresentados em audiência pública, garantindo a participação das comunidades envolvidas.
Casas Abrigo
A reunião mensal de prefeitos autorizou, ainda, a realização de reformas nas duas Casas Abrigo mantidas pelas Prefeituras no ABC. O custo será de R$ 128 mil e a obra ocorrerá durante as férias de julho, uma vez que as casas abrigam mães vítimas de violência e seus filhos, a maioria deles em idade escolar. Durante as obras, os abrigados ficarão instalados em apenas uma das casas. Concluída a reforma, passarão para a unidade já reformada até o término do serviço na outra. O premiado Programa Casa Abrigo Regional foi criado pelo Consórcio em 2003 e desde então já acolheu mais de mil mulheres e crianças.
Também durante o encontro, os prefeitos conheceram detalhes do recentemente anunciado Sistema Integrado de Manejo e Gestão de Resíduos de São Bernardo do Campo, que enfrentará o problema dos resíduos sólidos com planejamento e tecnologia. Está prevista a construção de uma usina para geração de energia a partir do lixo.