Advogado denuncia Administração Paulo Pinheiro no Tribunal de Contas

O munícipe, também advogado e ex-vereador Adauto Reggiani encaminhou ao Tribunal de Contas do Estado denúncia contra a Prefeitura de São Caetano por utilizar reiteradamente estratégias descabidas com o fim de dificultar ao munícipe o acesso às informações que solicita via Atende Fácil.

Segundo informação prestada ao Jornal Imprensa ABC durante a semana, Adauto pretende ingressar com Ação Popular contra a Prefeitura, por ter contratado, sem licitação a empresa Edacom Tecnologia em Sistemas de Informática – “para implantação do programa Lego Zoom de Educação”, e para isso solicitou, como lhe faculta a Lei de Acesso à Informação, vistas do processo para que relacionasse as cópias necessárias para ingressar com a ação pretendida.

Também já foram solicitadas cópias de outros contratos que pretende denunciar à Justiça, como o da Empresa Eicon, o contrato suspeitíssimo de publicidade, o contrato da locação de veículos, da locação de computadores (no qual seis meses de aluguel pagaria o computador inteiro) e onde pretende uma auditoria para saber quantos computadores realmente estão a serviço da Administração Municipal e suas reais configurações, e ainda, o contrato dos kits escolares para tentar desvendar o mistério que até hoje estarem segurando o pagamento da empresa que forneceu o material ao município.

Adauto acredita que pode haver má fé da administração em não fornecer documentação

Adauto acredita que pode haver má fé da administração em não fornecer documentação

De acordo ainda com Reggiani, a prefeitura vem retardando o acesso aos processos dilatando ilegalmente os prazos e depois, afirmando que as informações estariam no seu site, o que não condiz com a verdade, entre outras respostas dissimuladas, razão pela qual o advogado decidiu denunciar a prática ao Tribunal de Contas.

No caso da Edacom, particularmente, Reggiani afirma que a contratação sem licitação, por 3 milhões de reais é absolutamente ilegal.

Ele lembrou que o ex-prefeito de Jaú, Osvaldo Franceschi Júnior e seu Secretário da Educação, Luiz Carlos de Campos Prado Junior foram condenados a pagarem multa e tiveram seus direitos políticos suspensos por 5 anos, exatamente por terem contratado a empresa Edacom nas mesmas circunstâncias. Eles recorreram da decisão, mas o Tribunal de Justiça manteve a condenação por votação unânime.