Grande SP reduz estupros, furtos e roubos em geral durante a quarentena

Pela quarta vez consecutiva no período, não foram registrados roubos a banco

A região metropolitana de São Paulo terminou o mês de abril (considerando o tempo para levantamentos dos dados de aproximadamente um mês) com redução em todas as modalidades de furtos e nos roubos em geral de carga e de veículo. Os estupros também caíram e pela quarta vez consecutiva não foram registrados roubos a banco. O indicador de extorsão mediante sequestro também ficou zerado e os latrocínios estáveis com três casos e vítimas.

Os furtos em geral e de veículo apresentaram as menores quantidades da série histórica iniciada em 2001. O primeiro indicador recuou 49,9%, passando de 6.087 para 3.051 ocorrências, se comparado abril de 2019 e 2020. A segunda modalidade criminosa caiu 49,4%, com uma diferença de 916 casos (de 1.855 para 939). É a primeira vez na série histórica, iniciada em 2001, que o total fica abaixo de mil.

Nos roubos em geral a queda foi de 33,5%, com o registro de 3.260 boletins no quarto mês deste ano, contra 4.904 em igual período do ano anterior. Com uma diferença de 1.644 ocorrência.

A tendência se estendeu aos roubos de veículo, que caíram ainda mais. O indicador passou de 1.334 para 665 – uma queda de 50,1% ou de 669 casos em números absolutos. O número é menor da série histórica.

Os roubos de carga também diminuíram no mês de abril. A quantidade passou de 158 para 129. O indicador de roubo a banco, por sua vez, não apresentou casos. Já é quarta vez consecutiva que isso ocorre.

Da mesma forma, no quarto mês do ano não foram registradas extorsões mediante sequestro na região. No ano passado, em igual período, o indicador também ficou zerado.

Outros indicadores

Os estupros reduziram 36,5% no mês de abril, na Grande São Paulo. O número passou de 211 para 134 – 77 casos a menos. Os latrocínios, por sua vez, ficaram estáveis com três casos e três vítimas.

Em contrapartida, no período houve 17 casos e vítimas a mais de homicídios dolosos. Mesmo com os resultados, as taxas dos últimos 12 meses (de maio de 2019 a abril de 2020) caíram para 6,41 ocorrências e 6,59 vítimas a cada grupo de 100 mil habitantes. Os índices são os menores da série histórica.