Má gestão de Morando afunda São Bernardo em dívidas

Cidade é a segunda mais endividada do Brasil, atrás apenas do Rio de Janeiro, com R$ 3,4 bilhões

O endividamento de São Bernardo tem sido um dos maiores debates na campanha eleitoral para a Prefeitura da cidade. Com exceção da sobrinha do prefeito Orlando Morando (PSDB), candidata à sucessão, os três demais postulantes não poupam críticas à situação fiscal do município.

Dados do Tesouro Nacional revelam que São Bernardo possui a segunda maior dívida líquida do Brasil, atrás apenas do Rio de Janeiro, com R$ 3,4 bilhões. Desde o primeiro ano da gestão Morando, a dívida consolidada do município mais do que dobrou: passou de R$ 1,6 bilhão, em 2017, para R$ 3,4 bilhões, apenas seis anos depois.

A dívida consolidada corresponde ao valor bruto dos passivos, como empréstimos, financiamentos, despesas parceladas e precatórios. A dívida líquida, por sua vez, é igual à dívida consolidada menos os recursos em caixa.

Em 2021, no entanto, São Bernardo registrou o valor mais elevado da dívida, chegando a R$ 3,9 bilhões: 72,45% da receita da cidade. O índice, atualmente, está em 56,58%.

“Além de ter destruído nossa Saúde, o atual prefeito vai deixar de herança uma dívida que é praticamente metade do orçamento da cidade. Uma dívida, inclusive, que dobrou nos últimos anos, mas com falta de médicos, de remédios e muitos outros problemas”, destacou Luiz Fernando (PT), deputado estadual e candidato a prefeito da cidade.

Segundo os postulantes ao Paço Municipal, o tamanho do débito coloca em risco o custeio da estrutura de serviços públicos prestados pelo município, como hospitais e escolas, além da possibilidade de um colapso imediato no atendimento à população a partir de 1º de janeiro de 2025.

De acordo com o Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro, os R$ 3,4 bilhões estão divididos em: R$ 1,4 bilhão em empréstimos e financiamentos externos, R$ 955 milhões em empréstimos e financiamentos internos, R$ 820 milhões em parcelamentos e renegociações de dívidas, R$ 147 milhões em precatórios e R$ 8 milhões em outros débitos.

Por Samuel Oliveira