Deputada é investigada por perseguir, armada, um homem na véspera do segundo turno em 2022 e também por invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça; em agosto ela foi condenada por expor telefone de uma professora que a criticou em uma rede social
Alvo de investigação no STF (Supremo Tribunal Federal), a deputada federal Carla Zambelli (PL) reforçou apoio ao candidato a prefeito de Diadema Taka Yamauchi (MDB). Aliada de primeira hora do emedebista, Carla Zambelli postou homenagem a Taka, pediu apoio ao nome do MDB e chamou o prefeiturável de “amigo”. Zambelli responde a pelo menos dois processos no STF. Em um, ela é acusada de ameaça e porte ilegal de armas. No outro, de atentado contra a democracia. A parlamentar também já tem uma condenação em seu currículo.
Da última vez em que esteve em Diadema, durante o lançamento da candidatura de Taka, Carla Zambelli fez diversos ataques preconceituosos à população LGBT+ de Diadema. Na ocasião, ela inventou mentiras sobre o atendimento do ambulatório DiaTrans, dizendo que o equipamento ocupa um andar todo no Quarteirão da Saúde. O serviço ocupa duas salas do Quarteirão da Saúde, que é um ambulatório de especialidades.
Carla Zambelli é acusada de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo, que podem render até cinco anos de prisão em regime fechado à parlamentar. Em novembro de 2022, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, Carla perseguiu o jornalista Luan Araújo, no centro de São Paulo, com uma arma em punho. Em 04 de outubro, a Procuradoria Geral da República pediu que o STF a condene, além de aplicar multa de R$ 100 mil, ter o porte de arma cancelado e a pistola usada no episódio confiscada.
Em outra ação, Carla Zambelli é investigada por ter invadido sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ter adulterado documentos. Carla é acusada de ter contratado Walter Delgatti Neto para, entre agosto de 2022 e janeiro de 2023, adulterar dados de documentos como certidões, mandados de prisão, alvarás de soltura e quebras de sigilo bancários, com o objetivo de prejudicar a administração do Judiciário e a credibilidade das instituições e gerar vantagens políticas para a parlamentar. Delgatti já confessou os crimes.
Em agosto de 2024, Carla e outro deputado federal do seu partido, Gustavo Dayer, foram condenados a indenizar uma professora que teve seu telefone exposto em uma rede social pelos parlamentares. Em sua sentença, a juíza do caso enfatizou que os parlamentares estavam cientes das possíveis consequências ao divulgarem as informações da professora, considerando o grande alcance de suas redes sociais.