Conselho de saneamento integra povos e comunidades tradicionais em Santo André

Iniciativa inédita visa ampliar participação social de indígenas, quilombolas e de outros grupos nas discussões ambientais

A Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Santo André, deu posse aos novos membros do Conselho Municipal de Gestão e Saneamento Ambiental de Santo André. De forma inédita, o órgão consultivo e deliberativo terá representantes de povos e comunidades tradicionais para integrar as discussões sobre as questões ambientais na cidade.

“Trazer a perspectiva e a vivência de povos indígenas e quilombolas, além de outros grupos, é fundamental para que possamos fortalecer a Política Municipal de Gestão e Saneamento Ambiental, sobretudo em um momento que exige ainda mais ações concretas de mitigação, adaptação e resiliência frente às mudanças climáticas”, afirma o secretário Edinilson Ferreira dos Santos, responsável pela pasta.

Elaine Cristina de Souza é moradora de Santo André e membro suplente da Articulação Indígena do ABC, que registra, ao todo, 682 indígenas. Ela conta que é da etnia Pankará e que a representante titular da cadeira, Tânia Magali Santos, pertence à etnia Pataxó (foto). “Nós queremos trazer os nossos conhecimentos, participar, aprender e contribuir com a toda a questão do bioma da nossa cidade”, comenta.

No total, são 28 representações com cadeiras ocupadas por membros do poder público e da sociedade civil, que atuarão no biênio de 2025-2027.

As cadeiras da sociedade civil estão divididas em segmentos ligados a setores do comércio, indústria ou serviços; central sindical; universidades; entidades ligadas a classes de profissionais liberais; associações ou organizações não governamentais ambientalistas; e, de forma inédita, a entidade de representantes de povos e comunidades tradicionais de Santo André. Também integram este núcleo representantes da macrozona de proteção ambiental (Parque Andreense, Parque Miami, Jardim Riviera e Recreio da Borda do Campo) e macrozona urbana.