Este século acaba de completar um quarto de seus cem anos, não permitindo antigos vínculos às práticas de anos atrás que colocavam urgências ambientais de lado, olhando a Agenda 2030 como algo até certo ponto confortável. Todo quadro do início desse ano desperta a falta de crença nos avanços prometidos em âmbito internacional.
Todavia, o interesse em locais como Groenlândia e Venezuela se justifica a partir da ótica da extração de recursos naturais, colocando os combustíveis fósseis em foco. De forma absurda, a visão tacanha ganha espaço na medida em que drásticas consequências de mudanças climáticas são consideradas oportunidades, ao admitir o derretimento de geleiras como algo estratégico, que permite aumento da navegabilidade em águas que antes estariam congeladas.
É a geografia sendo protagonista de decisões político-territoriais que nada tem de negacionistas, mas são inteiramente negligentes ao não levarem em conta que o meio ambiente não respeita fronteiras quando danos ocorrem.