Etec Jorge Street formaliza pedido para manutenção da Tarifa Zero em São Caetano

Diretor Flávio Bento e Professor Bruno Castro solicitam estudo técnico para a manutenção da Tarifa Zero

Na sexta-feira (23), a direção da Escola Técnica Estadual (Etec) Jorge Street iniciou uma interlocução junto ao Poder Executivo de São Caetano. O Diretor da unidade, Flávio Bento, acompanhado pelo Professor Bruno Castro, foi recebido pelo Chefe de Gabinete, Bruno Vassari, para a entrega de um ofício que solicita a abertura de um estudo técnico de viabilidade visando à manutenção da “Tarifa Zero” para discentes e docentes não moradores do município, abrangendo tanto a rede pública quanto a privada de ensino.

A iniciativa fundamenta-se na preservação do fluxo de talentos que sustenta o dinamismo econômico local. Dados da Etec Jorge Street revelam que 64% de seu corpo discente reside em cidades vizinhas e possui renda familiar média de 3,5 salários-mínimos. Para esse perfil, a reintrodução de custos de deslocamento representa um impacto de até 20% no orçamento doméstico, variável que atua como fator crítico para a evasão escolar e para o desequilíbrio das finanças familiares.

O pleito da gestão escolar estende-se à infraestrutura sistêmica do transporte coletivo. Além da manutenção tarifária, o documento solicita a continuidade da linha “Circular Universitário”, o restabelecimento das rotas 02 e 03 na modalidade circular e a ampliação da frota em horários de pico. Tais medidas buscam garantir a eficiência logística, a segurança e a dignidade de quem utiliza o sistema para impulsionar os setores de comércio, indústria e serviços de São Caetano.

Sob uma perspectiva técnica e de gestão, o Professor Bruno Castro, um dos articuladores da pauta, defendeu que a política de transporte é um componente indissociável do ambiente de negócios, afetando diretamente a capacidade do município de reter empresas e talentos.

“O nosso diálogo com o Gabinete busca somar esforços para preservar o que São Caetano tem de melhor: sua competitividade. O investidor que escolhe nossa cidade busca previsibilidade e amplo acesso ao capital intelectual. Quando desoneramos o trajeto de quem estuda e ensina, reduzimos o ‘custo-cidade’ e garantimos que o município continue sendo um polo de atração para investimentos produtivos. Queremos assegurar que essa engrenagem estratégica, que une formação técnica e mercado de trabalho, continue sendo o nosso maior diferencial regional”, pontuou Castro.

Reforçando a sobriedade institucional e o peso das cinco décadas de história da unidade, o Diretor Flávio Bento enfatizou a disposição para o diálogo e o papel estratégico da educação para o progresso da região.

“A Jorge Street e São Caetano caminham juntas há 50 anos e essa história de sucesso foi construída com diálogo. O que trouxemos hoje ao Chefe de Gabinete Bruno Vassari é um convite para pensarmos o transporte como o braço direito da nossa educação. Entendemos perfeitamente os desafios do orçamento público, mas acreditamos que o investimento no nosso capital intelectual é o que traz o retorno mais sólido para o município. Queremos que o docente tenha prazer em vir ensinar e o discente tenha tranquilidade para aprender, sem o peso de um custo imprevisto no fim do mês. Preservar esse acesso é, acima de tudo, respeitar o esforço de quem faz de São Caetano uma referência nacional de progresso”, afirmou Bento.

O ofício agora aguarda apreciação oficial e o encaminhamento para as secretarias competentes. A expectativa da comunidade acadêmica é que os dados e os argumentos apresentados subsidiem decisões que conciliem a responsabilidade administrativa com a valorização da educação técnica, pilar central da vantagem competitiva de São Caetano do Sul.