O caso do Cão Orelha, animal comunitário da Praia Brava (SC), chocou o país nesta semana. Agredido brutalmente por um grupo de adolescentes, o cão – dócil e cuidado por todos – não resistiu aos ferimentos e precisou ser submetido à eutanásia.
Os jovens, de 14 a 17 anos, foram identificados após serem fotografados por uma testemunha. A polícia já apreendeu celulares e indiciou três familiares por tentativa de coação e intimidação de testemunhas para abafar o caso. Embora o ECA impeça a prisão comum para menores, a sociedade clama por medidas socioeducativas rigorosas.
O que move essa crueldade? Falta de limites domésticos? Sensação de impunidade? Ou uma alarmante ausência de empatia?
Hoje a vítima foi o Orelha; amanhã, o alvo pode ser qualquer outro ser vulnerável. A banalização da violência juvenil é um alerta vermelho. Não podemos aceitar o silêncio nem o retrocesso. Justiça pelo Orelha – e por todos nós.
A direção