O debate relacionado às decisões acerca dos recursos utilizados para uma estratégia energética dentro da dinâmica de transição remete diretamente ao conceito de soberania diante da matriz a ser adotada, servindo aos interesses do povo, evitando um “colonialismo ecológico”.
É nesse contexto que a população deve se envolver no processo decisório controlando a utilização dos recursos, fato que coloca a democratização da energia em foco. Fechar os olhos para o uso indevido de áreas pastoris para produção de energia é um exemplo de como podemos ser injustos tendo como pretexto uma produção de “sustentável”, que em muitas vezes trazem impactos negativos.
É o momento de olharmos a modificação das matrizes sob uma ótica que considere a fomentar uma transição justa que não seja vinculada ao modelo internacional de hierarquia que privilegia o hemisfério norte e acaba por sacrificar o sul global, colocando a retórica do aumento de empregos verdes de lado, centrando esforços na segurança climática.