Nesta semana, o presidente do Partido Social Democrático (PSD) e secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo, Gilberto Kassab, anunciou a filiação de seis deputados estaduais do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).
Com o trâmite, o PSDB passou a ter sua menor bancada na história da Alesp, com apenas dois parlamentares. Já o PSD, que possuía quatro cadeiras, saltou para onze.
Vale lembrar que o PSDB foi por mais de vinte anos a sigla mais forte no Legislativo paulista, e essa debandada evidencia o ocaso da legenda e sua perda de espaço.
Essa movimentação agressiva de Kassab não é apenas administrativa; é uma demonstração de força que coloca o PSD em rota de colisão com as pretensões do PL. Enquanto Tarcísio de Freitas (Republicanos) estuda o cenário para sua reeleição, desenha-se uma ferrenha disputa de bastidor pela vaga de vice. De um lado, o PL de André do Prado tenta empurrar o PSD para fora da chapa; do outro, Kassab engorda sua bancada para se tornar indispensável e manter seu partido no posto.
Essa movimentação realizada pelo partido de Kassab vem ao encontro do aceno de possível apoio ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que buscará a reeleição e ainda não tem um nome para vice definido. Hoje o vice-governador Felício Ramuth é do PSD, porém há indícios de que o presidente da Alesp, André do Prado, sairá na chapa ao lado de Tarcísio.
O ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), lamentou a forma como o PSD tem agido na construção de seus quadros. “Lamento profundamente a forma desrespeitosa de cooptação de quadros. Ressalto que continuo respeitando muito o presidente da Executiva Nacional do PSD e reconheço nele um grande dirigente partidário. No entanto, este tipo de “canibalismo” dentro da base do governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), ao meu ver, em nada ajuda na construção de um projeto nacional de Centro”, comentou em nota.
Agora, o jeito é aguardar e ver o que vai acontecer, pois os movimentos políticos tendem a se intensificar ainda mais até a hora do início da corrida eleitoral.
A direção