Para o cenário brasileiro vemos dois arquétipos conjugados: A Casa de Deus, arcano XVI e carta xamânica 43, Aranha, significando Tecedura. Entendamos a temática principal para o mês de março:
A Casa de Deus ou A Torre nos traz a ideia de que tudo o que está obsoleto necessita de modificação. Aqui estão duas forças combinadas, destrutiva e construtiva, onde a destruição e construção acontecem simultaneamente: o que ruir dá espaço para o novo surgir. E nossa opinião e vontade valem muito pouco, pois a necessidade da construção do novo é absoluta, ela é compulsória. O que não se mantém em bases sólidas ou verdadeiras cai por terra. Após a destruição necessária se mantém de pé o que for construtivo. As ilusões ou erros de abordagem tendem a se mostrar e se desfazer, por falta de sustentação real.
A carta xamânica Aranha, se refere a tecedura, o tecer de novas possibilidades. É a manifestação da energia feminina, criadora, a tecer os fios da vida, isto é, mostra um modelo de atuação para criar, indicando novas possibilidades.
A combinação das duas cartas nos sugere um cenário de mudanças radicais, fundamentadas em ruína do obsoleto e/ou daquilo que não estiver em bases verdadeiras, anunciando um clima de reviravolta, dando espaço para movimento de tecedura, como sugere a carta xamânica Aranha, criando possibilidades de atuação.
Lembrete: Esta publicação é continuidade da matéria “Influência para o Brasil em 2026”, da edição do dia 10 de janeiro, no Imprensa ABC.