Implementação do programa estadual SuperAção no Chafick-Macuco é iniciado em Mauá

Iniciativa busca a autonomia de famílias em serviços de profissionalização para inserir no mercado de trabalho

Na terça-feira (31/03), foi realizada a primeira reunião da equipe da Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Mauá com representantes do governo do estado que implementam o programa SuperAção, que incentiva a autonomia de famílias em situação de vulnerabilidade social, inscritas no Cadastro Único, que participam do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF). O território definido para a implantação em Mauá é no Chafick-Macuco, no Jardim Zaíra, cuja sede será no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

“A população espera muito do poder público. Sozinhas, as pessoas não conseguem alcançar as oportunidades de trabalho e evolução que podem surgir. Nosso papel será fazer essa mediação e ajudar que alcancem a autonomia e dignidade”, destacou a secretária de Assistência Social, Fernanda Oliveira. Em agosto de 2025, o prefeito Marcelo Oliveira aderiu ao programa em evento no Palácio dos Bandeirantes, com o governo estadual.

Mauá está entre as 48 cidades paulistas beneficiadas pelo programa SuperAção. Os municípios de Campinas, Paulínia, Cabreúva, São Roque, Embu das Artes, São Vicente e Barueri, já estão na implementação. Para a efetivação, são considerados fundamentais que o município ofereça estrutura para a equipe e os beneficiários, como no caso do CRQAS Macuco, participação de lideranças comunitárias e articulação em rede nos serviços municipais.

O serviço terá seis agentes comunitários que visitarão 200 famílias, com cerca de 900 pessoas, em vulnerabilidade, beneficiárias de programas sociais e que atendem aos critérios definidos para participar do SuperAção, para que possam ter apoio para superar a pobreza e conquistar autonomia e dignidade. São previstos dois anos para a conclusão de todo o processo.

Para isso, são adotados três módulos: Proteger – os agentes, durante seis meses, traçam um diagnóstico identifica aspectos como escolaridade, idade e condição econômica para sincronizar com políticas públicas compatíveis com a busca da autonomia; Desenvolver – durante seis meses, são desenvolvidas as habilidades e competências profissionais, com ajuda de custo, em cursos de qualificação, capacitação, Educação de Jovens e Adultos (EJA), competências socioemocionais e educação financeira; e o Incluir – em doze meses, a família é conectada ao mundo do trabalho com a intermediação entre mão de obra, economia solidária e empreendedorismo, em que ao cumprir requisitos mínimos é possível o acesso dos beneficiários a um recurso que vai levar à inclusão produtiva, cuja duração é de 12 meses. Há, ainda, mais seis meses de monitoramento e acompanhamento dos agentes de SuperAção, para os ajustes que se fizerem necessários.