CDs e DVDs sobrevivem à era dos streamings no Brasil

Consumo cresceu entre a população adolescente e adulta

José Vitor Gomes

José Vitor Gomes

16 de Maio

Mesmo com o avanço da internet e a mudança na forma de consumo de música, a nostalgia, o toque físico e aproximação com o conteúdo lírico ou midiático do artista ao tocar um CD ou ao assistir aquela série antiga no DVD ainda prevalecem no imaginário da população. De acordo com o relatório da entidade musical Pró-Musical Brasil (PMB), em 2025, no Brasil, a venda de mídias físicas atingiu a marca de 25,6%.

Raissa Vilele Firmani trabalha na Napa Discos, em São Bernardo. Em toda sua trajetória, mesmo com o auge das mídias físicas, que aconteceu entre 1980 até os anos 2000, nunca tinha visto um movimento forte de consumo entre a população mais jovem. “É algo surpreendente. Nosso público que consome CDs é, praticamente, adolescentes e jovens adultos. Vira e mexe, nos deparamos com alguém de 20 anos comprando algo que o artista favorito lançou”.

Já para o proprietário da loja FAMDVD há 16 anos, Fábio Augusto Martins, o perfil dos compradores de DVDs não segue nenhum padrão, porém são unidos por um ponto em comum. “Não há muito o que observar. Na maioria das vezes, são pais de família com ou sem crianças, idosos e mulheres. Contudo, todos são colecionadores”, relata. “Os tempos mudaram e as pessoas não compram para assistir, mas sim, para deixar na estante arrumadinho como forma de recordação. Digamos que houve um aumento de 70% no consumo”.

A compra de vinis também aumentou. Segundo a apuração do Pró Música Brasil, o crescimento foi equivalente a R$ 26 milhões de reais.

Em comparação, a União Brasileira de Compositores (UBC), compartilhou que, no ano passado, os serviços de streaming Spotify, Deezer, Apple Music, Youtube Music, Napster e Amazon Music geraram de receita um total de R$ 4 bi.