Festival Caixa Preta apresenta o Segundo Ato no CineTeatro Santos Dumont, em São Caetano

Após o grande sucesso da 6ª edição, realizada em abril, o Festival Caixa Preta, idealizado por Felipe Julio, apresenta o Segundo Ato, uma extensão desta edição, criada a partir da grande procura de escolas, grupos e artistas que não conseguiram participar do primeiro encontro.

O evento acontece neste domingo (16), a partir das 11h30, em São Caetano, reunindo escolas, grupos, bailarinos e artistas em mais um encontro dedicado à dança.

O Segundo Ato também será dedicado à memória de Everton Corrêa, bailarino, coreógrafo e professor, celebrando sua trajetória, sua dança, os saberes compartilhados e tudo aquilo que seu corpo fez mover.

A homenagem também se relaciona a um compromisso que atravessa o Festival Caixa Preta: reconhecer, valorizar e contribuir para a permanência das trajetórias de artistas negros e negras na história da dança.

Celebrar a memória de Everton é também um gesto contra o apagamento. É reconhecer uma trajetória negra construída pela dança, pelo ensino, pela criação e pelos encontros, compreendendo que aquilo que um artista movimenta em vida continua reverberando em outros corpos e histórias.

Em um formato mais intimista, o Segundo Ato mantém a qualidade, a estrutura e o compromisso artístico do Festival Caixa Preta, ampliando as possibilidades de participação e aproximando artistas, público e cena.

Sobre Felipe Julio

Felipe Julio é bailarino, coreógrafo, pesquisador da relação entre câmera e movimento, docente de jazz e dança contemporânea, diretor e produtor cultural. Licenciado e bacharel em Dança pela Universidade Anhembi Morumbi, pós-graduado em Docência para o Ensino Superior e mestrando em Artes da Cena pela UNICAMP, atua entre a criação, a educação e a pesquisa em dança. Integra a Companhia de Danças de Diadema e é fundador e diretor artístico da “+ Uma Companhia”. Idealizador da plataforma Caixa Preta, também compõe trilhas sonoras e desenvolve o projeto “Subjetividade, movimento e virtualização”. Conselheiro de cultura em São Caetano do Sul, é ativista das causas LGBTQIAPN+ e das negritudes, reafirmando a arte como espaço de resistência e transformação.