Iniciativa busca fortalecer agricultura urbana em São Bernardo

Gestão municipal reuniu agricultores locais para oficina de compostagem realizada por técnicos de órgão estadual

Visando o fortalecimento de políticas públicas de Agricultura Urbana e Periurbana (AUP) no município, sobretudo em hortas comunitárias, a Prefeitura de São Bernardo, sob coordenação da Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Proteção Animal (SEMAS) realizou o segundo Encontro Formativo com Agricultores.

A iniciativa tem como objetivos capacitar os produtores locais, incentivar o aproveitamento de resíduos orgânicos na produção de adubo com uso de composteiras e promover maior segurança alimentar.

A programação do encontro, realizada na Vila Vivaldi, teve como foco a orientação técnica e a troca de experiências entre agricultores que trabalham em hortas que ocupam áreas em várias regiões de São Bernardo. Durante o encontro, os presentes receberam informações sobre o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) e participaram de uma oficina prática para montagem de composteira em caixa-d´água. A atividade teve ainda o objetivo de reforçar a importância da compostagem como ferramenta de gestão de resíduos orgânicos e produção de adubo para as hortas urbanas locais.

“A compostagem é uma técnica agroecológica que gera benefícios ambientais, sociais e econômicos para a cidade. Com esta oficina, queremos estimular os agricultores a adotarem cada vez mais práticas sustentáveis que contribuam para a segurança alimentar e redução do descarte de resíduos orgânicos, que geralmente vão para aterros sanitários”, destacou Flávia Massimetti, diretora do Departamento de Gestão Ambiental da SEMAS. 

A atividade contou com a participação de técnicos da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, de agricultores das vilas Vivaldi e São Pedro, além de representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), da Transpetro e das secretarias municipais de Educação, de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Juventude e de Planejamento Urbano.

A CATI atua no apoio ao setor agrícola por meio de assistência técnica e extensão rural, com escritórios regionais e Casas da Agricultura distribuídas pelo Estado de São Paulo. A parceria com o município de São Bernardo reforça o compromisso da instituição com o desenvolvimento da agricultura familiar e a sustentabilidade nos centros urbanos paulistas, assim como da Prefeitura em qualificar os trabalhadores e garantir produção de alimentos mais saudáveis.

O encontro, que foi realizado em duas das hortas comunitárias da cidade, contou ainda com um café colaborativo, no qual os participantes contribuíram com pratos e bebidas para compartilhar. A iniciativa objetiva não apenas o aprendizado técnico, mas também a integração e o fortalecimento da rede de agricultores urbanos e periurbanos do município, através de intermediação da SEMAS. 

Transformação social

A Agricultura Urbana e Periurbana é uma iniciativa estratégica para a produção de alimentos e a transformação social das cidades, e ações como as que a Secretaria de Meio Ambiente tem desenvolvido são apontadas como fundamentais para capacitar os produtores locais, incentivar a economia circular no município e promover maior segurança alimentar.

Para além de significar um reforço nas ações desenvolvidas pela Prefeitura no que se refere à segurança alimentar, a Secretaria de Meio Ambiente enxerga a política municipal de agricultura urbana como ponto estratégico no enfrentamento às mudanças climáticas. “Os ganhos ambientais para o desenvolvimento de projetos de agricultura urbana e periurbana são inúmeros, começando pela redução das emissões de gases de efeito estufa, já que resíduos orgânicos que iriam para aterros sanitários passam a virar adubo”, avaliou Matheus Graciosi, secretário-adjunto da SEMAS.

“Além disso, hortas e áreas verdes ajudam a amenizar as ilhas de calor e a aumentar a permeabilidade do solo, o que é fundamental diante da intensificação de chuvas extremas. Ao produzir alimento mais perto de onde ele é consumido, também reduzimos a necessidade de transporte. Por isso, encaramos a agricultura urbana como uma peça estratégica da política climática do município”, concluiu Graciosi.