Em outubro, se manifesta o merecido e não o desejado, pois temos a tônica do período definida pelo arcano VIII, A Justiça, em conjunção com a carta xamânica 16, Corvo (magia). É um mês importante para o Brasil, especialmente pelas eleições/2026 que definirão os cargos de deputado federal, deputado estadual, senador, governador e a presidência da república, sem diminuir todas as outras necessidades de uma nação.
A Justiça ou O Equilíbrio, não se refere à justiça humana, mas à Lei Maior que rege o Universo, trazendo a causalidade na manifestação, onde toda causa tem efeito proporcional, ou seja, Lei da Causa e Efeito, em que o que for semeado será colhido. É o arquétipo do equilíbrio pela equidade, equivalência. Todo resultado de ação realizada tem o mesmo peso, sentido e valor, daquilo que foi emitido, onde os dois pratos da balança se alinham. Perante a Justiça temos que responder pelas nossas ações, sejam elas benéficas ou não. Obtém-se o merecido e não o desejado.
A Carta Xamânica 16, Corvo, representa a mudança de consciência, através da transformação. É a atuação do oculto, do que não vemos, daquilo que atua em campos sutis, à distância. É a magia do invisível, projetando energias curativas, esclarecedoras. É a atuação daquilo que não vemos, mas que sentimos. É a magia do desconhecido em ação, que precisa ser iluminada, preparando a manifestação de algo novo. É atuação de forças internas a indicar um Norte, para desvendar aquilo que precisa de cura e transformação.
Diante destes dois arcanos que se manifestam, outubro tem como campo de vivência uma forte energia de transformação, na qual a vontade humana não tem domínio, ou seja, a Grande Lei, que se manifesta para promover o equilíbrio. O que foi desejado ou articulado perde sua força para a causalidade, isto é, colhe-se o merecido, o resultado de ações já emitidas, e não o que se almeja receber. E para completar, temos a carta xamânica Corvo, a se projetar encorpando a emanação do arcano VIII, A Justiça, ela vem como reforço na manifestação do invisível, das energias curativas, transformadoras, para a precipitação do novo.
Portanto, preparemo-nos para colhermos o que plantamos através de ações já realizadas, sem nos esquecermos das ações emitidas no agora. Tudo solicita discernimento e criteriosa reflexão, para maior consciência e transformação.
PS: Esta publicação é continuidade da matéria “Influência para o Brasil em 2026”, da edição do dia 10 de janeiro, no Imprensa ABC.