Conselho Municipal de Turismo (Comtur) de Rio Grande da Serra realizou um Familiarization Tour (Famtour) pelos pontos turísticos, comércios e hospedagens locais, no último sábado (17). Iniciativa consiste em uma experiência imersiva pelos atrativos da cidade a fim de avaliar estratégias de roteiros e possibilidades de melhorias estruturais, culturais e empresariais para promoção do turismo.
A saída técnica foi acompanhada por um guia local para que apresentou a história e as curiosidades dos pontos visitados aos operadores de turismo do Comtur, de modo que pudessem vivenciar plenamente a experiência de um turista no município. Cada membro do conselho levou consigo um caderno para anotar sugestões de melhorias do atrativo turístico e da região do entorno.
“O nosso plano é atrair ‘viagens de final de semana’, tornar-se um ponto de atração: não tem gente que sai daqui para ir para a Avenida Paulista de domingo? Queremos buscar quem quer fazer a mão inversa, sair de São Paulo e vir para uma região tranquila”, comentou Secretário Adjunto de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Márcio Marques.
O percurso começou pelo Centro Histórico da cidade. O primeiro ponto visitado foi o marco-zero do município: a Capela de São Sebastião, construção de 1611, feita de pedra e barro pelos tropeiros que traziam sal de Santos para o planalto.
Ainda no Centro Histórico, foi visitada a Estação Ferroviária de Rio Grande da Serra, Inaugurada em 1867, e ainda em funcionamento, foi a segunda a ser construída no Estado de São Paulo. A estação era estratégica para o abastecimento de carvão e água, usados como combustível nos antigos trens a vapor. O Conjunto da Estação Ferroviária de Rio Grande da Serra é tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo).
A previsão é de que, ao fim da construção da nova estação ferroviária do município, a atual estação de Rio Grande da Serra da CPTM passe a ser de propriedade do município, que promoverá uma reforma para torná-la um polo cultural da cidade aberto à visitação de turistas. Também foram observadas a Paineira Histórica e a Casa Castellucci, pontos que fazem parte do Centro Histórico da cidade.
Os estabelecimentos comerciais do entorno também foram visitados pelo Comtur “A visita é justamente para incentivar os proprietários a se prepararem para receber os turistas. Além da gestão pública preparar os espaços e as atrações, nós precisamos também que o comércio local esteja pronto para bem atender esse público”, destacou o Secretario de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Nilton de Paula.
Saindo do Centro Histórico, o grupo foi até a Câmara Municipal onde está alocado o Bondinho da Pedreira. Construído na década de 1930, era usado pelos trabalhadores da região para chegarem até a pedreira e pelos moradores da vila que se expandiu entorno da mina (atual, bairro Pedreira), para se deslocarem até o centro da cidade.
Considerando o setor de hospedagem, o Comtur foi conhecer uma antiga chácara que se transformou em pesqueiro e camping, localizado próximo à divisa com o município. O plano da gestão é apresentar o modelo para os proprietários de lotes rurais da cidade. “Rio Grande tem muitas chácaras já prontas que podem ser convertidas em hospedagens para turistas com um serviço simples de hotelaria, além da possibilidade de criação de chalés, pousadas e hotéis”, afirmou Marques.
O grupo avaliou também a estrutura da Biquinha Matarazzo e do Trevo onde está instalado o Obelisco que marca a entrada da cidade. Após isso, o Comtur seguiu para a Pedreira desativada, considerada a maior da América Latina, acompanhar a prática de rapel, principal prática de ecoturismo com acesso pelo município.
A saída técnica terminou na Aprisco (Associação de Presbiterianos para Inclusão Social Comunitária em Defesa da Vida) em que se estudou possibilidades para atrair mais turistas durante o Festival de Inverno e o Festival de Natal promovidos pela instituição referência no acolhimento a refugiados de guerra, localizada na cidade.