O Ministério Público de São Paulo, está investigando a contratação por parte da prefeitura de Mauá, administrado por Atila Jacomussi, do hospital de Campanha que foi inaugurado no início desta semana no estacionamento do paço Municipal.
O inquérito público foi aberto depois de várias denúncias de superfaturamento dos valores a serem pagos a empresa que montou emergencialmente o aparato do hospital de campanha e irá administrá-lo pelo período mínimo de três meses, ao custo diário de R$ 7.396,67 por cada um dos 30 leitos hospitalares, ao custo mensal de R$ 221.900,00 – totalizando cerca de R$ 665.700,00 para o período.
As denúncias partiram do princípio de que, a cidade vizinha à Mauá, Santo André, administrada pelo prefeito Paulo Serra, para o mesmo tipo de hospital de campanha gastou o equivalente a R$ 157.500,00, – quase 700% a mais do que o prefeito Atila gastou.
A conta se refere que Santo André construí 120 leitos, e Mauá, somente 30 leitos, quatro vezes menos que sua vizinha, e ainda pagou bem menos.
A investigação está apontando que há outra contratação de uma empresa no valor de R$ 1.079.900,00 – que será gerida por pessoa não qualificada para administração, cuja empresa está instalada dentro de empresa que presta serviços médicos.
Quanto aos valores exagerados em comparação à outra cidade, a administração mauaense disse tratar-se de equipamento e estrutura novas por isso os valores diferenciados, e tudo foi feito dentro da transparência e ilegalidade.
Outro caso
O prefeito Atila Jacomussi por duas vezes neste seu primeiro mandato frente a prefeitura de Mauá, foi preso pela Polícia Federal dentro da Operação Prato Feito e Trato Feito, por desvio da merenda escolar no município, sendo que em uma delas preso em flagrante escondendo dinheiro dentro de panelas em sua residência. Este processo ainda está sendo investigado pela Polícia Federal por envolver várias cidades paulistas e está inconcluso.