“Agora, Mauá tem governo. E, diferentemente do que ocorria até o ano passado, o governo está de fato preocupado com a cidade e, principalmente, com a população”. Foi assim que o prefeito Marcelo Oliveira iniciou a avaliação sobre os 100 primeiros dias de gestão à frente da Prefeitura de Mauá.
Além de enfrentar os desafios impostos pela pandemia do coronavírus, que se agravou neste ano, ele citou o estado de “total abandono” que a administração passada deixou o município. “Além da falta de políticas públicas, recebemos a Prefeitura com R$ 165 milhões de dívidas com fornecedores, precatórios, INSS e funcionalismo público, entre outros. Há ainda série de contratos irregulares que estão emperrando a gestão. Essa é, infelizmente, nossa realidade. E, mais complicado, no meio de uma pandemia global em que o Brasil é considerado o pior país no combate à Covid”, sintetizou.
Oliveira afirmou que os 100 primeiros dias de governo foram focados na área da saúde. “Não teria como ser diferente. Esta crise sanitária sem precedentes não pode ser negligenciada. Temos de pensar seriamente neste momento, especialmente quando estamos inseridos em um contexto no qual quem deveria tomar a frente do processo de enfrentamento ao coronavírus é justamente quem menos dá importância ao assunto”, disse, referindo-se ao presidente Jair Bolsonaro.
Na opinião do prefeito, porém, o maior problema de Mauá diz respeito à gestão passada. “Identificamos, por exemplo, que o ex-prefeito Atila Jacomussi deixou de aplicar 42 % dos recursos federais e estaduais enviados ao município para o enfrentamento da pandemia em 2020, o que é um descaso com a população. Sem contar as acusações de superfaturamento do hospital de campanha e desvios de verbas públicas”, acrescentou.
O prefeito ressaltou que mesmo com as dificuldades financeiras e a herança de uma administração sucateada, Mauá tem dado respostas nesta luta contra a pandemia.
Principais ações de governo nos primeiros 100 dias:
– Lançamento da campanha ‘Mauá na luta contra a fome’ para ajudar famílias afetadas pela pandemia com a perda de renda
– Criação de comitê de crise para gerenciar e evitar tragédias relacionadas à temporada de chuvas
– Lançamento do programa Patrulha Maria da Penha para atendimento de ocorrências de violência contra a mulher
– Limpeza e capinação de leitos de rios e de córregos
– Processo de higienização em locais públicos, como UBSs, terminais rodoviários, estações de trem e cemitério
– Adoção de medidas para evitar o colapso do cemitério
– Reparação de quase 4 mil vazamentos de água
– Criação de comitê de crise intersecretarial para o enfrentamento à Covid
– Ampliação na quantidade de leitos para tratamento exclusivo da Covid, com mais 30 de UTI e 22 de enfermaria
– Abertura das UBSs Zaíra 1, Magini e São João aos fins de semana para desafogar atendimentos nas UPAs
– Concessão de bolsas de estudo no curso de medicina em parceria com a Uninove a residentes em Mauá
– Implantação de programa na rede de saúde voltado à suplementação nutricional de crianças e adolescentes
– Ampliação no número de atendimentos a animais de estimação na rede pública; reativação do Castra Móvel
– Operação tapa buraco em 1.937 pontos da cidade; Implantação de 7 sinalização de solo nas vias públicas
– Patrulha ostensiva da GCM em ações contra a Covid
– Aumento de 33% no vale merenda pago a estudantes da rede municipal – o benefício passou de R$ 60 para R$ 80
– Início das reformas em oito escolas municipais
– Entrega de 7 mil kits de alimentação a crianças de até três anos matriculados na rede municipal de educação