Julgamento

Na próxima terça-feira (2) o Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe. Com cinco sessões previstas, sendo a sentença no dia 12, Bolsonaro é apontado como principal articulador e beneficiário.

Além do ex-presidente, serão julgados os ex-ministros Anderson Torres (Justiça), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Braga Netto (Casa Civil) e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa); o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier; o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem; e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Todos fazem parte do chamado núcleo 1, considerados os principais integrantes da suposta organização criminosa denunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Se absolvidos, o caso será arquivado e nenhuma punição será aplicada. Caso contrário, será fixada pena para cada um dos envolvidos e efeitos civis e administrativos aplicáveis em cada caso. A pena máxima para os crimes atribuídos ao ex-presidente podem levar a uma condenação de 43 anos de prisão.

Apesar do apontamento de risco de fuga – principalmente devido a articulações de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos -, a tendência é que Jair Bolsonaro, assim como Lula quando foi preso, esteja presente nas sessões de seu julgamento.

Agora, é aguardar, ver o que vai dar e torcer para que os culpados, se assim forem julgados, cumpram suas devidas penas.

A direção