Bebidas batizadas e mortes

O assunto do momento que está envolvendo os Governos do Estado e Federal, é a morte de 6 pessoas intoxicadas por metanol, produto ingerido com bebidas alcóolicas, com suspeita de adulteração entre elas, o gin, vodca e whisky.

No total de casos registrados já passou dos 40 no Estado de São Paulo, sendo 10 já confirmados e outros tantos sob investigação, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, sendo que destas vítimas, seis mortes foram registradas até o momento e uma das vítimas está internada com problemas de cegueira causada por ingerir bebida batizada.

Em todo o país, o total chega a 43 notificações de intoxicação, destes, 4 são no estado de Pernambuco.
A discussão que gira entre Governos Federal e Estadual, é de como essas bebidas foram adulteradas, e a investigação, em São Paulo, avança para lado oposto ao crime organizado, diferente de Brasília, que quis envolver a Polícia Federal no caso, sendo inibido pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Se não é crime organizado, o que seria então? Quando comerciantes adquirem produtos sem nota fiscal, sem origem e de má qualidade, só pode ser de quem a culpa realmente?

No mesmo período que começaram a surgir as primeiras mortes em SP, as autoridades divulgaram que estavam investigando locais em cidades do interior que há muito tempo, fabricavam bebidas alcóolicas em locais de origem duvidosa, e estavam fechando. Por que não fizeram isso antes?

A situação merece mais atenção do Governo Federal e da Polícia Federal sim, para o assunto, quando, não a muito tempo atrás, foi desbaratada uma quadrilha que contrabandeava o metanol para misturar à gasolina e sonegou alguns bilhões de reais em impostos.

Seria este o primeiro caminho a ser seguido na investigação pela PF, ou aquele em que o governo de SP alega que o crime organizado não tem nada a ver com o assunto, e se tratar somente de falsificação de bebidas, o que vem ocorrendo sem a devida fiscalização, porque não tinha nenhuma vítima até o momento?

Ou se combate o crime organizado, ou aceita que ele tome conta do Estado de São Paulo. O Governo Federal quer fazer sua parte, mas, não pode interferir na polícia do estado, a não ser que solicitem.

Só com mais vítimas, talvez São Paulo aceite a ajuda! Infelizmente.

A diretoria