São Bernardo do Campo registrou um saldo positivo de 1051 empregos formais no mês de setembro, segundo dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgados na quinta-feira (30) pelo Ministro Luiz Marinho, do Ministério do Trabalho e Emprego.
Os dados foram organizados e analisados pelos acadêmicos, Elaine Martins Rodrigues e Fabio Gonzaga de Oliveira do curso Técnico de Administração da Etec Juscelino Kubitschek de Oliveira. Os acadêmicos foram orientados por Bruno Castro, professor de gestão do Centro Paula Souza e pesquisador convidado do Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura da USCS.
A iniciativa foi estruturada como uma atividade extensionista da disciplina de “Planejamento e Organização de Rotinas de Departamento Pessoal”, na qual o conhecimento desenvolvido na ETEC foi aplicado diretamente para atender a uma demanda da sociedade: compreender a dinâmica do emprego local.
Os impactos desta abordagem são multifacetados e beneficiam todos os seus agentes. Para os alunos, representou a aplicação prática da teoria, desenvolvendo competências analíticas e responsabilidade social ao transformar dados em informação aos profissionais de recursos humanos, sindicatos, comerciantes, industriais, empresários e gestores públicos. Para a ETEC JK, a ação reforçou sua função social como polo de conhecimento técnico local. Já a comunidade de São Bernardo do Campo ganhou um “termômetro” preciso do mercado de trabalho formal, fornecendo subsídios essenciais para orientar tanto políticas públicas de fomento ao emprego quanto decisões de investimentos privados na cidade, comenta o professor.
O setor de Serviços foi destaque na economia do município, registrando um saldo positivo de 895 empregos formais, fechando o mês de setembro com estoque de 149.845, correspondente a 51% do estoque total de empregos formais no município. O tempo médio de emprego no setor foi de 12,1 meses.
Notou-se um saldo positivo relevante de postos de trabalho no sub grande grupamento de seleção, agenciamento e locação de mão de obra temporária com destaque para trabalhadores de serviços administrativos, como: almoxarifes e armazenistas. O tempo médio de trabalho dessas posições é de 4,1 meses. Esses dados reforça a hipótese de que essas contratações foram realizadas meses antes que antecede uma grande demanda, como Black Friday, natal e final de ano, reforçando a cadeia logística e atividades de suporte de empresas que vende e entregam pela internet, afirma os acadêmicos.
O setor do Comércio apresentou um saldo positivo de 133 empregos formais, fechando o mês de setembro com estoque de 58.274, correspondente a 20% do estoque total de empregos formais no município. O tempo médio de emprego no setor foi de 15 meses.
O setor da Construção apresentou saldo positivo de 122 empregos formais, fechando o mês de setembro com estoque de 10.583, correspondente a 4% do estoque total de empregos formais no município. O tempo médio de emprego no setor foi de 12,5 meses.
O setor da Indústria apresentou um saldo negativo de 92 empregos formais, fechando o mês de setembro com estoque de 74.029, correspondente a 25% do estoque total de empregos formais no município. O tempo médio de emprego no setor foi de 35 meses. Maiores salários e pacote de benefícios faz com que os trabalhadores permaneçam mais tempo no emprego na indústria, diminuindo a rotatividade e os custos de contratação do setor, comenta os acadêmicos.
O setor da Agropecuária apresentou saldo negativo de 7 empregos formais, fechando o mês de setembro com estoque de 96. O tempo médio de emprego no setor foi de 12,4 meses.
No saldo por sexo, a criação de empregos formais foi impulsionada pela mão de obra feminina. As mulheres responderam por um saldo líquido de 656 postos de trabalhos formais, enquanto os homens registraram um saldo positivo de 395.
No saldo por escolaridade, o grau de ensino médio completo foi o principal motor da empregabilidade no mês de setembro, com um saldo positivo de 832 contratações. Já o ensino superior apresentou um saldo positivo de 12 vagas.
No saldo por faixa etária, a juventude é o principal vetor do crescimento. O dado proeminente é a massiva concentração de vagas na faixa de 18 a 24 anos, que registrou um saldo positivo de 380 empregos formais.
Segundo os acadêmicos, a preferência do mercado pela contratação de jovens pode indicar uma busca por menores custos salariais e maior adaptabilidade às novas tecnologias.
No acumulado de nove meses, foram registrados 127.510 admissões, 121.048 desligamentos, um saldo positivo de 6.462 novos empregos formais e um estoque 292.827. Na comparação com setembro de 2024, houve um declínio de 22,09% na geração de novos postos de trabalhos formais, com destruição de 298 postos de trabalhos a menos em números absolutos.