No contexto das relações entre norte e sul global nos deparamos com a chamada “apropriação verde”, situação em que o uso de pautas ecológicas mascara a tomada de terras e de seus recursos, colocando a relação entre ser humano e natureza nos modelos ultrapassados em relação ao meio ambiente.
Práticas de teor colonialista, facilmente identificáveis no período chamado de Grande Aceleração, onde a ação do homem mostrou seu efeito por meio da exploração dos combustíveis fósseis, agora são utilizadas para cristalizar o poder de grandes corporações com um apelo ecológico, saindo do conceito equitativo colocado no Acordo de Paris rumo a economia de baixo carbono.
A lógica exploratória tenta se impor com mais força na atualidade, colocando a transição energética como instrumento que favorece a desigualdade, dando vazão a um novo modo de uso da terra na medida em que a luz solar que nela incide, assim como o vento constituem recursos naturais a serem considerados no uso e apropriação de áreas.