ISA ENERGIA BRASIL inaugura em São Caetano a maior linha de transmissão subterrânea do país

Empreendimento com investimento de R$ 1,1 bilhão amplia a confiabilidade e a segurança no fornecimento de energia para mais de 2 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo

Foi realizado nesta quinta-feira (26) o evento de inauguração do projeto Riacho Grande, empreendimento estratégico implementado pela ISA ENERGIA BRASIL – líder em transmissão de energia no País – com a presença de autoridades do setor elétrico brasileiro, como o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e o Ministério de Minas e Energia (MME). Este empreendimento amplia a confiabilidade e a segurança no fornecimento de energia para mais de 2 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo. 

Realizado na Subestação São Caetano do Sul (SP), o evento contou com a presença de autoridades como Marcio Rea, Diretor-geral do ONS; Guilherme Zanetti, Diretor do Departamento de Planejamento e Outorgas de Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Interligações Internacionais (DPOTI) do MME; e Thiago Veloso, Diretor de Regulação Técnica e Fiscalização dos Serviços de Energia da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (ARSESP). Os convidados participaram de uma visita guiada à Subestação São Caetano do Sul, onde puderam conhecer de perto os detalhes do empreendimento. Com um investimento de R$ 1,1 bilhão e energização realizada cinco meses antes do prazo, o projeto evidencia a capacidade tecnológica, o pioneirismo e a liderança da Companhia no setor de transmissão brasileiro.

“Hoje celebramos a entrega de um empreendimento que representa um novo patamar de confiabilidade e segurança para o sistema elétrico da Região Metropolitana de São Paulo. O projeto Riacho Grande é resultado de uma combinação de planejamento, inovação e excelência na execução, e reforça o papel da ISA ENERGIA BRASIL como protagonista no setor de transmissão de energia, fundamental para a transição energética e, por consequência, para o desenvolvimento do País”, afirma Rui Chammas, Diretor-presidente da ISA ENERGIA BRASIL.

“Do ponto de vista do ONS, o empreendimento é um reforço extremamente relevante. O Projeto Riacho Grande aumenta a robustez, a confiabilidade e a flexibilidade operativa do Sistema Interligado Nacional, especialmente em uma área caracterizada por elevada densidade de carga, crescimento industrial contínuo e grande complexidade urbana. Essa infraestrutura contribui diretamente para a mitigação de riscos operativos, amplia a capacidade de atendimento à expansão da demanda e fortalece a resiliência do sistema frente a eventos climáticos extremos”, disse Márcio Rea, Diretor-geral do ONS.  

“Gostaria de exaltar a grandiosidade e a relevância deste empreendimento. Imagine a complexidade que é construir 44,6 km de linha de transmissão subterrânea na maior capital do País, Região Metropolitana de São Paulo. Parabéns à ISA ENERGIA BRASIL por esse êxito, inclusive, entregando o projeto antes do prazo contratual e trazendo um benefício sistêmico de operação muito relevante no suprimento da capital e da região metropolitana”, afirmou Guilherme Zanetti, Diretor do DPOTI do MME.

Infraestrutura estratégica para centros urbanos

A infraestrutura, da maior linha de transmissão subterrânea do Brasil, conecta a capital paulista à região do ABC, permitindo a expansão de novas cargas e impulsionando o crescimento industrial da região. Os cabos subterrâneos utilizados contam com tecnologia para monitoramento em tempo real, capaz de identificar variações operacionais e aumentar a eficiência da manutenção, o que amplia a resiliência da rede e facilita a manutenção preventiva. As obras foram executadas para gerar o menor impacto no tráfego urbano e pouca interferência para a população.

O projeto também inclui a nova Subestação São Caetano do Sul, com 11,8 mil m² de área construída e 800 MVA de capacidade instalada, que fornece energia para mais de 2 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo. Essa subestação opera com a tecnologia GIS (Gas-Insulated Switchgear), ideal para áreas urbanas, pois ocupa até 75% menos espaço e apresenta baixo nível de ruído. O principal destaque da instalação são os maiores transformadores de potência em volume já implementados pela ISA ENERGIA BRASIL. São três máquinas idênticas, cada uma com capacidade de 400 MVA, projetadas para operar de forma silenciosa mesmo sob carga máxima. Duas delas funcionam continuamente, enquanto a terceira fica em reserva estratégica.

Além disso, o empreendimento inclui 9 km de linhas de transmissão aéreas, que interligam as subestações Ibiúna e Tijuco Preto à Subestação Sul, localizada em Santo André. Com essa interligação, a energia gerada pela Usina de Itaipu passa a atender a região do ABC e Centro de São Paulo. Essa infraestrutura amplia a confiabilidade do sistema, reduz o risco de sobrecarga e garante maior segurança operacional mesmo em situações críticas, como eventos climáticos extremos. 

Com foco em sustentabilidade, a Companhia adotou práticas como alteamento de torres, áreas reduzidas de trabalho e lançamento de cabos com drones. O destaque fica para a construção de uma das maiores torres de transmissão do Estado de São Paulo, com 120 metros de altura e 100 toneladas, próxima à Represa Billings – equivalente a um prédio de 30 andares. O projeto contemplou ainda a ampliação das subestações Sul e Miguel Reale, cujas capacidades operacionais foram ampliadas com a energização dos novos circuitos.

Durante sua execução, o empreendimento gerou cerca de 2.200 empregos diretos e indiretos, e promoveu ações de educação ambiental em escolas públicas de Santo André e São Bernardo do Campo, incentivo à agricultura urbana, por meio do apoio a projetos já em desenvolvimento na área do empreendimento, além de realizar a reforma do Recanto Vida Nova, casa de acolhimento para pessoas em situação de rua no bairro Ipiranga (SP), reforçando o compromisso da Companhia com a sustentabilidade e o desenvolvimento das comunidades locais.

“O Projeto Riacho Grande sintetiza a capacidade da engenharia brasileira de viabilizar soluções complexas em ambientes urbanos densos, com elevado nível tecnológico e respeito ao entorno. A entrega antecipada deste empreendimento demonstra nosso compromisso com a eficiência operacional e com a geração de valor para a sociedade, garantindo mais segurança e robustez ao sistema elétrico”, avalia Dayron Urrego, Diretor-executivo de Projetos da ISA ENERGIA BRASIL.

DADOS DO PROJETO RIACHO GRANDE
Leilão de Transmissão: 01/2020 (ANEEL)
Localização: Estado de São Paulo
Área beneficiada: Capital e região do ABC paulista
Investimentos: R$ 1,1 bilhão (previsto pela ANEEL | valor real na data do leilão)
Empregos gerados: 2,2 mil durante as obras
Operação: 44,6 km de linha subterrânea de 345 kV, 9 km de linhas aéreas de 345 kV e uma nova subestação com 800 MVA de potência (São Caetano do Sul), além da ampliação de duas subestações existentes (Miguel Reale e Sul)
Prazo ANEEL: energização até março de 2026
Receita Anual Permitida (RAP): R$ 93,1 milhões (ciclo tarifário 2025/2026)

Sobre a ISA ENERGIA BRASIL

A ISA ENERGIA BRASIL (B3: ISAE3; ISAE4) é líder em transmissão de energia no País, por meio da gestão de 34 concessões distribuídas em 18 Estados. Com mais de 1.600 colaboradores, a Companhia é responsável por cerca de 30% da energia elétrica transmitida no País e aproximadamente 95% no Estado de São Paulo, além de ser pioneira no desenvolvimento de tecnologias, como as primeiras subestações digital e 4.0, o primeiro sistema de armazenamento de energia em baterias em larga escala e o primeiro sistema com tecnologia FACTS do tipo SSSC no sistema de transmissão brasileiro.

Seu sistema elétrico é composto por mais de 23 mil km de circuitos, incluindo ativos próprios e controlados em conjunto, e 137 subestações. Tem como acionista controlador a empresa colombiana ISA, que detém 35,82% do capital total. “Energia, Vida e Transição” são três palavras que definem a essência de sua estratégia que busca impulsionar a transformação para um futuro sustentável, com o compromisso de priorizar a vida em todas as suas formas e garantir uma transição energética resiliente, segura, limpa e justa.