A administração São Bernardo deu um passo decisivo no planejamento dos próximos 15 anos. A Câmara Municipal aprovou a proposta de revisão do Plano Diretor do município, o instrumento mais importante de orientação do desenvolvimento urbano, que substitui a Lei nº 6.184, de 2011, e estabelece as diretrizes que vão guiar o crescimento da cidade. O documento foi construído através de amplo diálogo da Prefeitura, sob gestão do prefeito Marcelo Lima, com diferentes setores da sociedade. A sessão também foi marcada pela aprovação da LDO de 2027, que norteia os investimentos do próximo ano no município.
O Plano Diretor é o instrumento fundamental da política de desenvolvimento e expansão urbana. É ele que define onde as pessoas podem morar, trabalhar e se divertir, como o território deve crescer, quais áreas precisam ser protegidas e de que forma o poder público deve planejar e priorizar seus investimentos.
O prefeito Marcelo Lima destacou o alcance histórico da aprovação para o futuro de São Bernardo. “O Plano Diretor é a lei mais importante que uma cidade pode ter para orientar seu desenvolvimento. Mais do que revisar uma legislação, estamos atualizando a visão de futuro de São Bernardo. Apresentamos um documento que evidencia o planejamento de uma cidade mais moderna, mais resiliente, mais sustentável e mais justa. Aprovamos hoje um planejamento com propósito, pensado no curto e longo prazo”, afirmou.
A aprovação encerra um processo de construção realizado nos últimos anos, que foi intensificado em 2025 e 2026, revisando pautas setoriais e territoriais em todas as regiões da cidade, audiências públicas sobre temas como uso do solo, infraestrutura, matriz ambiental e movimentos sociais, devolutivas à população, apresentação à Câmara Municipal, audiência pública específica para a região do Pós-Balsa e oitiva junto à Comunidade Indígena Tekoa Guyrapaju. O resultado é um documento construído com ampla participação social, que ouviu moradores, entidades, representantes do setor produtivo e da sociedade civil ao longo de quase 4 anos.
Evolução
A nova proposta representa uma evolução significativa em relação ao Plano anterior, substituindo uma estrutura predominantemente normativa por um modelo mais estratégico, integrado e orientado por resultados. O planejamento deixa de ser apenas um conjunto de regras de uso e ocupação do solo para se tornar um instrumento permanente de gestão e desenvolvimento urbano, mais moderno, mais conectado com os desafios do presente e mais preparado para os do futuro.
Entre os principais avanços está a incorporação de temas que praticamente não existiam no debate urbano em 2011: resiliência climática, cidades inteligentes, transformação digital, inovação tecnológica, uso de dados para gestão pública e fortalecimento da governança territorial. Esses temas passam a ser tratados como parte estruturante do planejamento da cidade, e não como apêndices.