Dia Nacional do Maracatu é celebrado na Casa da Palavra

A Casa da Palavra Mário Quintana, no Centro de Santo André (Praça do Carmo, 171), vai abrigar neste sábado (1º) as comemorações do Dia Nacional do Maracatu, manifestação da cultura brasileira que nasceu em Pernambuco por volta do século 17. A programação terá início às 14h, com a exibição da websérie documental “Griôs do Leão: os nomes da nossa tradição”, seguida do debate “A Tradição do Maracatu de Baque Virado”. Na sequencia, às 16h, terá início o grande arrastão de maracatu com o grupo andreense No Balanço das Águas e convidados, em cortejo ao redor da Casa da Palavra.

A websérie documental “Griôs do Leão: os nomes da nossa tradição” resgata a memória, o legado e a tradição oral do Maracatu Nação Leão Coroado, fundado em 1863 e reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco e um dos maracatus mais antigos em atividade no Brasil. O maracatu é uma tradição nascida no litoral urbano de Pernambuco, principalmente nas cidades de Recife e Olinda, que permitia à comunidade negra escravizada e libertada organizar suas lideranças e celebrar sua fé sob a proteção dos orixás e ancestrais.

Ligado aos terreiros de xangô, candomblé e jurema, o maracatu reúne dança, canto e percussão. Frequentemente recebe o nome de “Maracatu de Baque Virado” por conta do estilo rítmico complexo, sincopado e denso da percussão. Ao contrário do ritmo contínuo de uma escola de samba, o baque virado possui viradas rítmicas vigorosas e aceleradas que sustentam o canto do mestre e o coro das baianas.

Em 2014, o maracatu foi reconhecido como patrimônio imaterial pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Em 2024, a Lei 15.108 instituiu 1º de agosto como Dia Nacional do Maracatu, em homenagem a Mestre Luiz de França.