O Hospital Municipal de Emergências Albert Sabin em São Caetano, concluiu na última semana a implementação do Projeto Lean nas Emergências, que otimizou o fluxo de atendimento, reduzindo tempos de espera, ampliando a capacidade operacional e aumentando a segurança e a satisfação dos pacientes e dos profissionais.
O Lean nas Emergências faz parte do Proadi-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde). O Ciclo 10, para o qual o Hospital Albert Sabin foi selecionado, envolve hospitais de excelência no País, como o Albert Einstein e o Sírio-Libanês, que são os mentores dos hospitais selecionados.
Um dos destaques de apresentação conduzida pelo diretor do HMEAS, Carlos Fadel, foi a redução de 25% do tempo médio de permanência do paciente. Além disso, a partir do início da implementação do Lean nas Emergências, o volume médio de pacientes no serviço de urgência caiu 4%, o que é atribuído ao contrarreferenciamento das unidades de Atenção Básica (como as UBSs), que garante a continuidade do cuidado e evita retornos desnecessários ao hospital.
Os consultores do Sírio-Libanês concluíram que a participação do HMEAS no Lean nas Emergências resultou em aprimoramento de ações de gerenciamento do serviço, com a padronização de processos por meio de ferramentas teóricas e práticas.
O compartilhamento da metodologia Lean permitiu o engajamento das equipes para obtenção de melhores resultados, com a visão segmentada das áreas substituída pela integrada, com os colaboradores se sentindo empoderados, pertencentes e responsáveis pelo bom desempenho do hospital.
“O que chamou a atenção foi o fato de o Albert Sabin ter uma equipe muito inovadora. O projeto chegou com metodologia estabelecida e o hospital conseguiu desdobrá-la de forma a atingir todas as metas do Ministério da Saúde. Isso significa que o tempo médio de permanência do paciente diminuiu, que o giro de leitos melhorou e que recursos foram otimizados, gerando ganho de capacidade. Isso melhora a segurança do paciente, a qualidade assistencial, reduz os desperdícios e, claro, melhora o ambiente organizacional”, ressaltou o médico consultor do Sírio-Libanês, Cléber Maia Filho.