São Caetano avança e passa a oferecer ortodontia pelo SUS

São Caetano do Sul segue avançando em políticas públicas de Saúde. Exemplo disso é que, por conta da estrutura e organização da rede municipal, é uma das poucas cidades do País a oferecer ortodontia pelo SUS, no âmbito do Programa Brasil Sorridente, do governo federal. O foco está especialmente nas crianças, o que contribui para tratamentos mais rápidos e com menos complicações.

Com uma estratégia que inclui encaminhamentos das unidades da Atenção Básica (como as UBSs) e busca ativa nas escolas (por meio de avaliações preliminares), o CEO (Centro de Especialidades Odontológicas) do Bairro Fundação atende todas as semanas dezenas de crianças que necessitam do aparelho dentário para corrigir o alinhamento dos dentes e o encaixe da mordida.

Além da ortodontia, que garante a harmonia funcional e estética do sorriso, os atendimentos também incluem a ortopedia funcional dos maxilares, que corrige o desenvolvimento e o tamanho dos ossos da face e dos maxilares. Nas crianças são utilizados aparelhos móveis, que estimulam e orientam a musculatura e os ossos.

“Estamos atingindo crianças em uma fase muito importante do crescimento, quando há a troca dos dentes de leite para os permanentes. Por isso, identificar má oclusão ou mau posicionamento das bases ósseas nessa fase torna o tratamento muito mais fácil e mais rápido, muitas vezes evitando até a colocação de aparelho fixo”, destaca o CEO Fundação, Walter Alborghetti Filho.

“O Davi começou a fazer o tratamento em dezembro devido à mordida cruzada. Passamos pela UBS e nos encaminharam para cá.

Agora estamos na etapa de alinhamento. Embora o tratamento ainda não esteja finalizado, os avanços já são muito significativos. Estamos muito felizes e satisfeitos”, afirma Aline Corrêa Rodrigues, de 38 anos, mãe do Davi, de 11.

A aprovação do serviço é unanimidade.“Estavam nascendo dentes tortos, inclusive no céu da boca, e ela começou a usar o aparelho para ampliar a arcada dentária. O tratamento está indo muito bem. Ela inclusive pôde escolher a cor do aparelho e está muito contente. Em um mês já é possível ver a diferença”, relata Márcio Adriano Hernandes, de 53 anos, pai da Alice, de 7.