Quais são as consequências da vaidade, acompanhada por um egoísmo um tanto quanto comum? E se esta vaidade pertencer a alguém de poder? E se este poderoso for um rei com uma corte meio burra, sem opinião própria, por estar comprometida em sua posição? Ser rei é uma coisa, mas ser amigo do rei agrava qualquer circunstância, pelo desejo de manter os benefícios a qualquer custo, mesmo que seja através da mentira e muita encenação. Este texto de Hans Christian Andersen, adaptado por J. Borges e Jô de Oliveira, descreve esta triste e perigosa vaidade que acaba expondo um rei ao ridículo.
Esta é uma narrativa cômica, que se torna mais ainda por ser em cordel. Num texto fluido, cantado, estimulando a reflexão, coisa que todo bom livro consegue.