Emperra as negociações entre Sindicato Metalúrgico e GM-SCS

Empresa alega dificuldades e o sindicato conclama os trabalhadores para a mobilização. Nova reunião está marcada para esta segunda (9).

Cidão aguarda contraproposta da General Motors

A segunda rodada de negociação entre a direção da GM em São Caetano do Sul e a direção do sindicato, que representa a nossa categoria metalúrgica, não revelou qualquer avanço. Isto porque a GM está se recusando a apresentar uma proposta condizente com aquilo que é reivindicação dos trabalhadores. Ou seja, a manutenção, até 2015, das cláusulas que compõem a atual Convenção Coletiva de Trabalho, acrescidas de outras novas, reposição integral da inflação com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor e aumento real.
Com relação às cláusulas sociais, o sindicato mantém a posição já defendida em assembleia, realizada no dia 28/8/13, que visa a sua manutenção por mais dois anos acrescidas de outras novas. Segundo o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, “não se pode abrir de direitos e a nossa luta é para assegurar os benefícios já existentes, que se encontram na Convenção Coletiva atual, e no tocante aos itens econômicos permitir a recuperação do poder de compra dos salários através da reposição integral da inflação e de aumento real”.
A empresa alegou durante a última rodada de negociação que está estudando a pauta de reivindicações que lhe fora apresentada pelo sindicato e que no próximo dia 9, quando haverá nova rodada de negociação, fará uma contraproposta.
Enquanto isso, a direção do sindicato conclama os trabalhadores para a mobilização tendo em vista fortalecer a ação do sindicato no processo de negociação. “De nada adianta fazermos um esforço enorme na mesa de negociação se os trabalhadores não se mantiverem mobilizados. Isto porque este ano a GM está dificultando as negociações e, para mudar esse quadro, nada como garantir poder de pressão por meio da união e da mobilização do conjunto dos trabalhadores da empresa”, afirmou Cidão.