Todo ano, as chuvas de verão castigam várias cidades do grande ABC e do Estado, causando prejuízos principalmente aos menos favorecidos, que moram em áreas de risco.
Culpa do crescimento desenfreado das cidades e a falta de planejamento de seus governantes, que pouco ou nada fazem ou fizeram para, ao menos, tentar diminuir o sofrimento da população.
O trabalho que fazem nos últimos 60 anos é só o de empurrar com a barriga o problema e construir piscinões que quase nada coíbem o avanço das águas, transferindo o problema para cidades vizinhas.
Outros administradores pensam diferente. Jogam o problema para o Estado, como se ele fosse o responsável pelas grandes enchentes, não o avanço deliberado das cidades em áreas que poderiam ser destinadas ao fluxo normal dos grandes rios.
Mas, tem o caso de governantes que criam problemas onde nunca existiram. Caso de São Bernardo, com a grande enchente de 2019 que atingiu vários bairros na divisa com Santo André, por falta de manutenção de equipamentos e falta de qualificação de funcionários para manusear as bombas, causando prejuízos imensos à população, que nunca tiveram sequer um pedido de desculpas do prefeito.
Em São Caetano é a mesma coisa. Criam-se problemas onde nunca existiu, o mesmo com as enchentes nos últimos dias. Uma simples troca de calçadas, que custou alguns milhões de reais dos cofres públicos para beneficiar empresas (Avenida Goiás e Rua Santa Catarina), ao menor sinal de chuva, viraram rios em pleno centro da cidade, causando transtornos imensos.
Faz-se uma coisa, mas se esquece de fazer outra, que é a manutenção de bueiros e bocas de lobo, isso quando os tem. Tudo por mero capricho e ego de construir belas obras, sem sequer se preocupar na ponta quem irá sofrer com as consequências. O dinheiro poderia ser usado de forma diferenciada.
O ego de governantes só não é maior que as “chuvas de verão”, que não perdoam ninguém e destroem tudo pela frente, deixando um rastro de lama.
Parabéns à eles!
A direção