Uma guerra importante acontecendo e a vida segue, aparentemente na maior normalidade. Vemos imagens nas mídias ou tv como se estivéssemos assistindo jogos de videogame. Nem sabemos se são reais ou de guerras antigas ou produzidas por inteligência artificial. É a disputa de “narrativas”. Mas uma coisa sabemos, a grande mídia no Brasil tem o seu lado. E não se pronuncia em persa. O máximo que nos afeta são os preços que vão subindo.
Analistas veem as coisas de modo diferente. O que faz essa guerra importante? Ela o é ao menos por dois fatores: pode mudar completamente a geopolítica global e/ou pode levar à utilização de armas nucleares.
De um lado temos um país que há décadas vê essa guerra no horizonte e se prepara para ela. De outro, aparentemente, uma guerra conduzida por uma pessoa arrogante que não inspira confiança. Diz e se contradiz muitas vezes. Sinal de uma guerra não planejada com seriedade. E, no limite, pode chegar à deflagração nuclear.
Cabe a nós rezar:
Tão longe estás,
tão distante
que mal te podemos imaginar
ou acreditar que ainda existes
Pesadas nuvens de explosões terríveis ocultam teu ser diáfano
Teus suaves e harmoniosos sons que só alguma vez ouvimos abafados estão pelo ronco de caças e foguetes.
Pelo destroçar de seres e cidades
Questão fazemos de dissimular
e afastar tua presença das mesas de negociações de influências ou mercadorias
E já nem precisamos esforços
para negar a voz da consciência que em nós protesta conta a ausência tua.
Disfarçamos pra não permitir
que te insiras em nossos cálculos de “amor” e desmascares o orgulho com que cobrimos nossa nudez de sentido.
Multiplicamos ao infinito a prepotência de nos sentirmos suficientes e dominarmos e oprimirmos desde os mais próximos até povos e nações.
No afã de nos sentirmos importantes vamos acumulando dominando oprimindo
Sufocando massacrando
E matando em nós mesmos
qualquer sentido de ser.
No entanto de ti precisamos
Ansiamos tua presença.
Necessitamos que nos preenchas.
Nos debatemos como o náufrago pelo ar.
Pois sem ti não temos por que
Devolve-nos a consciência que sós sem os outros, sem a água,
sem o ar, sem a brisa suave que acaricia as copas das árvores
sem a rede de vida vegetal e animal ou mesmo que a impotência ante terríveis forças de hecatombes naturais que revelam nosso ser minúsculo nada somos.
Traz-nos de volta o senso que nenhum negócio ou destruição
preenche a sede infinita de nosso mistério imenso e ânsia de ser.
Não nos negues a esperança de ainda alguma vez sermos capazes de te construir.
Vem sobre nós
Paz amorosa
Paz justa e universal!
Professor Luiz Eduardo Prats
luizprts@hotmail.com