Nesta semana foi aprovado na Câmara Municipal de São Caetano o relatório final da CPI da Dívida da cidade. A investigação, durou cerca de dez meses, e focou em possíveis irregularidades fiscais e contábeis cometidas durante o último ano da gestão do ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSD), em 2024.
O documento aprovado por 18 votos a dois, apontou: endividamento que pode ultrapassar R$ 1 bi nas contas públicas, irregularidades fiscais (“pedaladas”, desobediência à Lei de Responsabilidade e inserção de dados falsos para ocultar a situação financeira da cidade), cancelamento irregular de pagamentos de aproximadamente R$ 30 mi a fornecedores e a possibilidade do ex-prefeito enfrentar 16 anos de prisão em caso de reconhecimento dos crimes pela Justiça.
Agora, o dossiê será encaminhado ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado para que as investigações formais sejam realizadas.
A defesa do acusado, afirma que o relatório não possui validade jurídica como prova de irregularidades, e classificou o documento como peça meramente opinativa e informativa. Auricchio, tentou impedir a votação na Justiça, sem sucesso. O ex-prefeito sustenta sua inocência alegando que as conclusões se baseiam em documentos da atual gestão que estariam sob investigação por falsidade ideológica.
O interessante deste caso é o fato da Câmara da cidade, incluindo o atual prefeito – que era vereador à época -, ter em sua maioria, vereadores da base do ex-prefeito, durante sua gestão, e que poderiam ter fiscalizado um pouquinho melhor o que estava acontecendo naquele período.
Mais uma prova que a população precisa ficar cada vez mais atenta na hora de escolher seus representantes.
E agora, resta aguardar as cenas dos próximos capítulos.
A direção