Na última quarta-feira (2), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala 6×1 no país. A expectativa agora, fica para a análise em plenário, quando o projeto deverá ser votado em dois turnos, e depende do voto de três quintos dos senadores, o equivalente a 49 dos 81 parlamentares, para ser aprovada.
A proposta que foi lida pelo relator Omar Aziz (PSD-AM) foi aprovada com o texto original, sem alteração, as 36 emendas encaminhadas foram rejeitadas.
Entre os 27 senadores presentes na votação simbólica, apenas 4 foram contrários a aprovação: Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Tereza Cristina (PP-MS), mostrando posição divergente da maioria, mesmo diante da demanda social por melhores condições de trabalho.
Esta PEC é o começo da vitória para a classe trabalhadora do país, pois prevê a obrigatoriedade da diminuição da jornada de trabalho, com dois dias de folga e a redução para 40 horas semanalmente sem redução salarial.
Aprovada, a transição para o novo modelo será em etapas: após dois meses da publicação da emenda, a jornada cai para 42 horas semanais e valem os dois dias de repouso; um ano após a primeira redução, a carga horária passará a 40 horas semanais.
Esta mudança já ocorreu em alguns países e é adotada por muitas empresas – também em solo nacional -, porém esta aprovação é mais que necessária para a defesa da qualidade de vida dos trabalhadores que terão mais tempo para si e para suas famílias.
2026 é ano de eleições e se o candidato ou candidata que você escolheu é contra este tipo de projeto, ou acha que há a necessidade de algum tipo de negociação entre trabalhador e empregador, atente-se. Talvez este político pode indicar uma visão mais alinhada aos interesses empresariais do que às reivindicações trabalhistas.
Mas, esta é apenas a interpretação editorial que apresentamos a todos que nos leem.
Viva a classe trabalhadora brasileira!
A direção