O aumento da população mundial, que saltou de 1 bilhão em 1800 para 8 bilhões em 2023, relaciona-se diretamente com o crescimento das emissões de CO2 em comparação a meados do século XIX.
Historicamente, desde a Revolução Industrial, os países ricos respondem por cerca de 74% das emissões, embora concentrem apenas 16% da população global. Tendo em vista o alto nível de consumo, o impacto de cada nascimento nas emissões de carbono em um país rico é maior, despertando grande interesse ao se verificar que a população nos países pobres cresce em ritmo muito mais acelerado.
Contudo, mudanças nas pirâmides etárias de várias nações sinalizam a necessidade de adequações, levando em conta a queda na taxa de natalidade e o envelhecimento populacional. As implicações variam desde o modelo previdenciário até a pressão exercida sobre sistemas de saúde, salientando a necessidade de revisão do modo de produção e de consumo quanto dos métodos utilizados para transição energética e adaptação climática.