Faltam 15 dias

Aproxima-se o momento mais aguardado da classe política nacional: as eleições de 2026. Nas ruas e telas, o cenário é tomado por uma intensa troca de acusações e ataques mútuos. Em momentos assim, a impressão que se tem é de que vale tudo pelo poder.

Enquanto os candidatos aos cargos estaduais e federais travam uma guerra de narrativas nas propagandas de rádio e TV, assiste-se, aqui na nossa região, a uma paralisia administrativa. Convertidos em cabos eleitorais de luxo, prefeitos e vereadores parecem esquecer as obrigações para as quais foram eleitos. Em vez de focar nas demandas urgentes dos nossos municípios, usam a máquina pública e a influência local para empurrar ideologias e tentar garantir que o eleitorado vote em seus aliados, visando apenas acordos e a possibilidade de garantir eventuais verbas futuras.

Paralelamente a esse jogo de interesses, o país acompanha com perplexidade os desdobramentos vindos de Brasília.

Os escândalos recentes – em especial as investigações que envolvem o caso do Banco Master – escancaram que a crise ética já consumiu os mais altos escalões da República, misturando política e magistratura.

É o reflexo de um sistema que, do topo do Judiciário às bases municipais, parece distanciar-se do cidadão comum.

Diante desse quadro, cabe à população exercer uma vigilância muito mais rigorosa. É urgente rejeitar o “político de estimação” e recusar a lavagem cerebral das narrativas eleitorais. O binarismo do “nós contra eles” serve apenas para blindar privilégios de lideranças focadas em si mesmas.

Restando duas semanas para o pleito, a união da nossa comunidade pelo voto consciente é a única ferramenta capaz de cobrar responsabilidade de quem nos governa, tanto lá na capital quanto aqui na nossa cidade.

Já decidiu em quem vai votar?

A direção