São Caetano é mesmo uma terra meio fora do normal. Nesta semana, a Câmara Municipal votou as contas dos ex-prefeitos da cidade, Paulo Pinheiro e José Auricchio Jr.
A recomendação do Tribunal de Contas era pela rejeição do balanço apresentado por Pinheiro e pela aprovação do de Auricchio. Mas, para surpresa – só que não -, ambas as contabilidades foram rejeitadas, o que pode tornar os políticos inelegíveis para as próximas candidaturas.
O que torna tudo tão estranho não é a reprovação em si, mas sim a postura da Câmara.
Basta uma análise rápida na internet para ver as composições partidárias de 2012 para cá. Muitos dos vereadores hoje eleitos, que votaram contra as contas, fizeram parte dos grupos políticos dos ex-prefeitos.
Naquela época, sem pestanejar, votavam a favor dos projetos e de tudo o que era imposto por eles – incluindo o atual prefeito da cidade, que foi líder do governo na Câmara por um tempo e agora parece ter deixado o passado para trás.
Os rombos deixados são realmente preocupantes e as dívidas impactam o dia a dia da cidade. Será?
Cabia ao Legislativo fiscalizar isso, especialmente naquela época. E por que não o fizeram?
É uma resposta que com certeza nuca será dada à população.
Daqui a dois anos haverá novas eleições. Provavelmente os mesmos nomes estarão nas urnas e muitos deles serão reeleitos, pois a cidade, desde a sua fundação, sempre teve seus políticos de estimação não importando os partidos políticos.
Basta ver quem serão os candidatos a prefeito nas próximas eleições municipais e o próximo prefeito eleito, para saber se eles nadarão juntos novamente, como de costume, ou se realmente exercerão o papel fiscalizador para o qual foram eleitos.
É esperar para ver.
A direção