Acabou o primeiro turno das eleições.
Foi dura a batalha de todos os candidatos. Agora, para São Paulo, resta decidir o futuro do Brasil: se o país retorna para as mãos da família Bolsonaro ou se mantém com o atual presidente, Lula. Flávio Bolsonaro largou na frente e tem boa vantagem sobre Lula, já que muitos dos oponentes declararam apoio ao representante do PL. Pelo lado petista, a estratégia é buscar os eleitores ausentes às urnas, que somaram mais de 33 milhões e podem trazer a esperança de uma reeleição.
A primeira oportunidade real de ver as propostas de ambos já acontecerá neste domingo, às 21h, no primeiro debate – caso ele de fato ocorra.
A bancada da extrema-direita cresceu no Congresso Nacional, engolindo quase toda a direita tradicional. A esquerda também cresceu, embora de forma tímida. O avanço da direita foi fortemente impactado pelo PL, de Valdemar Costa Neto – aquele mesmo envolvido e preso no escândalo do mensalão, em 2012.
No âmbito estadual, os paulistas optaram por dar sequência ao projeto do governador Tarcísio de Freitas, apostando em melhorias na segurança e na educação do estado que detém a maior economia do país, mas que ano após ano sofre com problemas que assolam os seus residentes. A crise da água, por exemplo, é uma das questões que precisam ser amplamente discutidas.
Contudo, o que mais chamou a atenção foi a expressiva votação de deputados estaduais e federais que não possuem representatividade ou histórico com as cidades da nossa região. Entre eles, ambos do PL, destacam-se o deputado federal mais votado de São Paulo, Lucas Pavanato – que se autointitula o “Nikolas Ferreira paulista” -, e a deputada estadual eleita Eduarda Campopiano, atualmente vereadora em Praia Grande, no litoral paulista. Os dois parlamentares obtiveram votações expressivas nas sete cidades do ABC, mesmo tendo como principais bandeiras, respectivamente, oposição a pautas de minorias e o embate contra direitos das mulheres.
Essa expressividade demonstrou que o voto de protesto pode ter tomado conta dos eleitores da região. Infelizmente, muitos esqueceram que a projeção do ABC em nível nacional e estadual depende de representantes que conhecem e vivem o dia a dia da população local.
Enfim, o voto é livre, e a democracia persiste – e persistirá.
Que bons caminhos conduzam o país.
A direção