Sobre filmes e fotos

Luiz Eduardo Prates

Luiz Eduardo Prates

30 de Maio

Filme e fotografia se tornaram assuntos relevantes na política brasileira atual.

Uma foto é o registro de imagens por meio da exposição à luz. Já o filme é uma sequência de fotografias (fotogramas) que, quando exibidas em rápida sucessão, criam a ilusão de movimento contínuo.

O sentido maior, tanto de um como do outro, é o registro e a busca de provocar sensações em quem assiste. Por isso, as selfies, por exemplo, são mais o que a gente quer aparentar para outros ou para si mesmo do que como somos na realidade. Já filmes, normalmente trazem história, enredo e procuram envolver emocionalmente quem assiste.

Na atual cena política brasileira certo filme, com sentido e objetivo eleitoreiro, chamou a atenção. Necessário ter em conta que a produção de um filme envolve várias especialidades ou pessoas: diretor, roteirista, produtor, elenco etc, etc. Aquela infindável lista que ninguém assiste ao final. Evidentemente isso implica alto investimento financeiro.

É aqui que o aventado filme ganha relevância. Uma simbiose entre quem ‘encomendou’ o filme – produtor? – e quem financia. É claro que ambos com interesse no produto final: a eleição do presidente do Brasil.

Mas fica a questão, de onde vem o dinheiro? Vem do maior golpe ou escândalo financeiro do Brasil em todos os tempos. São bilhões de reais desviados do povo, roubados especialmente de pensionistas e aposentados, por uma trama infindável de negociatas que na ponta vão engordar as reservas do banco do financiador, que hoje está liquidado pelo Banco Central e cujo presidente está preso. Portanto, recursos legal e eticamente reprováveis.

É aqui que realidade e ficção se misturam. Podemos perguntar, qual é mesmo o filme, as imagens captadas para apresentação ao público para serem usadas como propaganda política ou a trama de pessoas e recurso envolvidos na produção? O filme real, considerando movimento e registro histórico, é muito mais toda a trama da movimentação financeira corrupta do que a película em si.

Os envolvidos? Um ex-presidente preso, seu filho que postula a presidência e o banqueiro preso, chefe de uma imensa quadrilha que promovia toda a sorte de falcatruas, inclusive ameaças a reputações ou físicas contra pessoas.

A foto? Ah! A foto é do postulante à presidência com o chefe da maior potência do Ocidente. O postulante prestando subserviência ao chefe, ao custo da soberania do Brasil.

Qual lhe tocou mais, a trama da produção do filme ou a foto? E a decorrência eleitoral? Vota nele, mesmo assim?

“Conquista histórica da a classe trabalhadora: aprovado o fim da escala 6×1 na Câmara Federal”.

Luiz Eduardo Prates

Luiz Eduardo Prates

Professor Luiz Eduardo Prates luizprts@hotmail.com